O presente texto tem como objetivo abordar textos que utilizam o solilóquio na ação dramática, ou seja, a fala de um personagem consigo mesmo, como exteriorização de um conflito interior. Primeiramente vamos nos deter na terminologia e seu mecanismo de funcionamento, em seguida faremos a análise de quatro peças que fazem uso desta prática para encontrarmos uma série de aspectos comuns na realidade interna dos seus personagens.
No que diz respeito a questão terminológica, os termos monólogo e solilóquio, à primeira vista parecem sinônimos perfeitos e etimologicamente realmente o são. Ambos formados pela justaposição de dois vocábulos provenientes do latim e do grego e que se equivalem: mónos corresponde a solus, e lógos a loqui, dando em vernáculo a idéia de falar só.
O Novo Dicionário Aurélio persiste na aproximação de sentido, não colocando muita distância entre um termo e outro. Na prática e na nossa cultura monólogo é usado para se designar a peça de uma única personagem. Entretanto, quando numa peça dialogada uma personagem fala sozinha é que se estabelece a divergência entre os estudiosos, criando uma verdadeira mescla terminológica.
A definição que usaremos do termo solilóquio (do latim soliloquiu), seguirá conforme a conceituação que HUMPHREY (1976:32) coloca em seu livro Fluxo da Consciência. Segundo o autor,
o solilóquio difere do monólogo interior principalmente no sentido de, embora seja pronunciado em solo, supor uma platéia formal e imediata. Isto, por sua vez, lhe confere características que o distinguem do monólogo interior. Destas, a mais importante é uma maior coerência, de vez que sua finalidade consiste em comunicar emoções e idéias que se relacionam a uma trama e ação; ao passo que a finalidade do monólogo interior consiste, antes de mais nada, em comunicar identidade psíquica”.
Quando HUMPHREY (1976:34) se refere ao solilóquio, o define como uma técnica especial de representação, onde estão contidos os processos psíquicos de um personagem canalizados diretamente para o leitor, não com a presença do autor, mas sim de suposta platéia.
Esses romances que se utilizam do solilóquio, representam uma combinação bem sucedida de consciência interior com a ação exterior. Em outras palavras, tanto o personagem interior como o exterior é neles descrito. O método para alcançar esse resultado não podia ser o do monólogo interior, pois eram necessárias maior coerência e mais unidade do que essa técnica podia proporcionar; a simples descrição também provou não ser suficientemente flexível para arcar com essa dupla carga.
Entre as características encontradas no solilóquio, temos a fala de uma personagem sozinha no palco, podendo transmitir ou não informações ao público. Esta deverá ser pronunciada de forma coerente e gramaticalmente correta.
No teatro vários autores têm se utilizado desta técnica para transmitir aspectos emocionais, estados mentais caóticos, processos psíquicos e a psique de seus personagens. Na vida, o psicodrama também se utiliza do solilóquio para explicitar o pensamento de qualquer dos personagens em jogo, até mesmo o diretor ou terapeuta.
Fonseca (1980:88) cita que
... a técnica do solilóquio nada mais é que a conversa consigo mesmo, a possibilidade de ver-se numa relação. Dentro de uma ‘relação’ há um momento em que posso tomar distância e refletir sobre minha forma de relacionamento, sobre a do outro e sobre a relação em si.
O solilóquio como veículo capaz de ultrapassar a barreira do fingimento oficial das relações humanas, permitindo a livre expressão das emoções e externando os mais vagos sonhos, aspirações e inconscientes necessidades.
Contrastando com o desenvolvimento assustador nos meios de comunicação, o século XX também presenciou uma grande quantidade de peças nas quais o ser humano aparece como um grande solitário, expressando este sentimento através do solilóquio. Dessas foram selecionadas quatro para serem analisadas: O diário de um louco, de Nicolas Vasilevitch Gogol; A última gravação, de Samuel Beckett; Valsa nº 6, de Nelson Rodrigues e Apareceu a Margarida, de Roberto Athayde.
Os pontos de análise serão com relação a: linguagem, ação, tempo, personalidade das personagens, regressão, relacionamento amoroso, desdobramento da personagem, percepção das coisas, relacionamento com a realidade, relacionamento social e exteriorização da conflitiva.
Linguagem:
No que diz respeito a linguagem, o Diário de um louco, escrita em 1835 (no auge do romantismo), não foi concebida originalmente como uma peça de teatro. É uma novela, com foco narrativo na primeira pessoa, no formato de um diário, permitindo ao autor explorar o ponto de vista subjetivo do personagem, através de confidências e comentários pessoais, revelando anseios e frustrações. Na representação a emoção é dada pelo trabalho do ator que, com eloqüência faz a leitura de um diário para a platéia. O personagem Poprichev[1], humilde funcionário público transcreve em um diário aspirações secretas e os fatos da vida cotidiana. Foge da pressão da sua realidade pobre, onde socialmente se sente excluído para, na sua imaginação doentia, ser o rei da Espanha. Vale lembrar que outras obras russas do século XIX afloram as desigualdades do regime czarista.
Na Última gravação (escrita em 1958), Krapp fala na primeira pessoa e é coerente, embora entremeada de palavrões e sons. A maior parte do texto está contida na gravação e o tom coloquial aparece pelo uso de interjeições. A degradação da linguagem fica como resultado da decadência físico-mental. A última gravação não é aquela que o velho Krapp tenta fazer no presente, mas a que havia gravado antes, quando tinha possibilidade de ser feliz. Desiste da gravação que faz no presente, pois já não tem mais nada a dizer.
Em Valsa nº6, representada em 1951, que conta a história de Sônia, menina assassinada aos 15 anos de idade, que se envolve com um homem casado. Na peça, nos conta os fatos que precederam sua própria morte. Utiliza a primeira pessoa e representa papéis alternados. A linguagem é teatral, pelas mudanças constantes de personalidade da protagonista.
Apareceu a Margarida, apresentada em 1971, trata de uma aula dada por Dona Margarida, professora que vem ao palco dar sua aula para uma classe do 5º ano primário, que na verdade são os espectadores. Dona Margarida surpreende desde o início com o uso de palavrões, ameaças, agressões e autoridade ditatorial. Utiliza a primeira pessoa, com linguagem clara, coloquial e, de uma técnica bastante teatral, na medida em que toda aula tem algo de teatro. Como o absurdo da linguagem está dentro de uma situação absurda, não há incoerência.
Ação:
No que diz respeito a ação, no Diário... ela se passa no presente, com ecos de um passado próximo, onde a personagem coloca confidências íntimas e revela anseios e frustrações.
Na Última gravação, a ação ocorre no presente, mas através da fita magnética serão focalizadas diversas idades do protagonista. A cena também é projetada no futuro, pois a peça foi escrita em 1958, mas o personagem ouve uma gravação de trinta anos antes, quando não existiam gravadores.
A ação, na Valsa nº6, desenvolve-se no presente, falando de um passado muito recente, sem nenhuma coerência cronológica.
Apareceu a Margarida conta com uma ação passada no presente, numa situação especial, porque é característico de uma aula a professora falar e os alunos escutarem. Mas, do ponto de vista dos alunos, a falta de ação representa uma negação de vida.
Tempo:
Com exceção de Apareceu a Margarida, o tempo vai aparecer de forma incoerente. Poprichev apresenta os fatos de maneira cronológica, mas com sua imaginação doentia vai apresentar uma incoerência do tempo físico, como por exemplo: “Ano 2000, 43 de abril, dia 34 de Fevereiro (escrito de ponta cabeça) de 343”. Krapp também mostra a incoerência do tempo físico. A personagem fala, se escuta no passado através da gravação (que projeta a ação no futuro), se ouve e comenta, voltando a gravar. Sônia, na mesma linha, dá as informações alternadamente, fazendo o espectador juntar os pedaços da história e armar o quebra-cabeça, cuja linha fundamental é a personalidade dela. Já, Dona Margarida vive uma situação especial, porque dentro da coerência do tempo apresentada (tempo normal de uma aula), encontramos a incoerência da personagem, que parece ter parado no tempo.
Personalidade das personagens:
O protagonista de Diário de um louco, Poprichev representava o que não era, valorizando as aparências, sem preparo para enfrentar a realidade da vida e a competição do trabalho. Incapaz de fazer uma auto-análise e uma autocrítica. Em A última gravação, Krapp se veste mal, de maneira relaxada e grotesca, o que corresponderia a um desleixo mental e psicológico. Possuidor de auto-censura (se entendermos a banana trancada na gaveta como símbolo fálico). Não consegue libertar-se de suas recordações. Sônia, igualmente presa as lembranças, mesmo depois de morta, mostra uma visão de adolescente em clima de agonia, através de seus pensamentos que vão e voltam incessantemente. Dupla personalidade, revelando certo nascisismo de adolescente. O seu vestir-se com beleza, dá um caráter de importância ao seu “debut”, o agradar socialmente. Em Apareceu a Margarida, a protagonista nos revela anseios e frustrações, encontrando sua realização na busca de poder e autoritarismo. Egocêntrica: “Todo mundo quer ser Dona Margarida” e fatalista: “O pior sempre vem depois”, além de demonstrar uma personalidade destrutiva, pois carrega uma arma na bolsa e só admite um poder superior ao seu: “O poder divino”.
Regressão:
No pedido de auxílio à mãe, “mamãe, tenha piedade de seu filho doente”, caracteriza em Poprichev a volta à infância, trazendo o total desmoronamento do personagem. Krapp apresenta indícios de regressão na tentativa de beber no escuro para abafar um pouco da autocensura que lhe resta. Em A valsa nº 6 a protagonista apresenta a regressão à infância na outra Sônia. E, a ânsia de poder e a obscessão de Dona Margarida em dominar seu semelhante nos dá a idéia de regressão, considerando que toda criança também é autoritária, além da feliz lembrança de quando foi aluna de Dona Margarida.
Relacionamento sentimental:
Em Diário de um louco, Poprichev mostra um relacionamento amoroso frustrado, segue os passos da fila do diretor, imagina os aposentos da moça “os potinhos e caixinhas” da penteadeira e em suas fantasias eróticas imagina: “como veste aquelas meias brancas como a neve daquelas pernas. Ah! Senhor !...Não. Melhor me calar e não dizer mais nada...”, e realmente nunca diz nada, no máximo tenta se informar sobre a moça atravé da cachorrinha Medji. Em A última gravação, o protagonista aparece indeciso num relacionamento amoroso, definindo-se por uma realização intelectual (sem afetividade), resultando num relacionamento amoroso frustrado e na busca do isolamento. Sônia também viveu uma frustrada realização amorosa, uma vez que a mesma era com um homem casado, transgredindo os padrões morais e ficando sujeita às punições da sociedade. Dona Margarida, com seu modo ditatorial de ser não chega a apresentar referências a nenhum relacionamento, o que nos leva a imaginar sua frustração neste sentido, quando afirma que “há no mundo duas espécies de homem “os homossexuais e os veados”.
Desdobramento do personagem:
Poprichev (funcionário público) assume o papel de Rei da Espanha, mas mesmo assim apresenta dificuldades de relacionamento. O protagonista da Ultima gravação se desdobra em três personagens diferentes: 1) Krapp (velho e atual), 2) Krapp (maduro que fala na fita), 3) Krapp (jovem referido na fita). A valsa nº6 traz o desdobramento da personalidade da própria Sônia, e de vários personagens vividos por uma única atriz (como um coringa). A menina e a moça formam uma dupla personalidade: por um lado procura projetar a figura lúcida da vida que se esvai e na outra com traços narcisistas, num EU quase abstrato, onde deveria ser o que é, mesmo com uma grande luta interior e censura íntima. Dona Margarida sabe de tudo. O processo margaridiano prevê as “vinte e quatro bilhões, setecentos e treze milhões, quatrocentos e trinta e três mil, quinhentas e onze possibilidades de comportamento de Dona Margarida”, e cada um deles representa um novo estímulo para a onipotente mestra.
Percepção das coisas:
O protagonista de O diário de um louco possui uma imaginação doentia, mas conserva momentos de lucidez, lucidez esta, que ao invés de traze-lo de volta à realidade, acentua e acelera o processo de enlouquecimento. Perde a noção do valor das coisas e não tem perspectiva de vida. O próprio problema visual das datas com as letras viradas, leva-nos a pensar que juntamente com o problema da loucura veio o da visão. Na Última gravação, o velho Krapp, embora muito míope não usa óculos, portanto não enxerga o que vem na frente, demonstrando ter uma existência sem perspectiva. Igualmente a personagem Sônia quando se refere a seus gritos, cita: “meus gritos batiam nas paredes, nos móveis, como pássaros cegos”, sem enxergar, sem perspectiva. Dona Margarida pede a seus alunos “obediência cega”, mostrando que quer alunos sem percepção, basta a dela.
Relacionamento com a realidade:
Poprichev acaba rompendo com a insuportável realidade. Perde sua capacidade de discernimento e aumenta a de odiar. Quando o seu chefe o aconselha a olhar-se no espelho, ele não o faz, indicando o medo de enfrentar-se. Krapp tem desejo de encontrar o passado e reencontrar-se, mas recusa-se a olhar no espelho por ter medo de si mesmo. Tem medo da solidão, embora viva nela. Acha a morte melhor que a solidão, embora viva nela. Acha a morte melhor que a solidão. Se sente incapaz de ser feliz. Sônia vive os planos da alucinação e da memória. Quando ocorre um grito – impacto para a verificação da personalidade autêntica – aproxima as duas e elas se fundem na morte como um encontro de si mesmo. Aceita o seu destino, pois chega a pressentir a presença do assassino e não reage. No mundo de Dona Margarida, onde tudo que se faz é verbo, ela é um substantivo, que manda nos verbos e adjetivos.
Relacionamento social:
Em O diário de um louco a sociedade (que dá valor às aparências) aparece no texto como diretamente responsável pela decadência e aniquilamento do indivíduo. Socialmente é ridicularizado e isolado. Como Poprichev não tem possibilidade de qualquer tipo de realização, passa os dias a falar consigo mesmo, perdendo o poder da comunicação, do diálogo. O personagem Krapp, não sabia relacionar-se com as pessoas, e desde jovem acostumou-se a conversar com um gravador. Socialmente sente-se isolado e ridicularizado (usa em cena um grande sapato, como um palhaço). Em A valsa nº 6, Sônia tem dificuldade de relacionamento com seus pais. O Dr. Junqueira (que é um elemento da sociedade) é o responsável pelo aniquilamento de Sônia. A sociedade pune a personagem por transgredir suas normas. A falta de comunicação faz com que Dona Margarida fique estagnada em diversos campos, não evoluindo em conjunto com a sociedade. Lembra-se de Dona Margarida com admiração e evidencia que fora sua aluna predileta. Isso nos leva a pensar que só conseguiu um relacionamento com alguém igual a ela – que lhe serviu de modelo.
Exteriorização da conflitiva:
Poprichev, em O diário de um louco, é incapaz de exteriorizar seus pensamentos, vê-se obrigado a interiorizá-los. Há um conflito crescente entre o personagem e o meio, mas é através do solilóquio que este vai externar e manifestar, de maneira solitária e demente, as suas ambições e sonhos jamais realizados. Em A última gravação, pela dificuldade de comunicação, pela falta de relacionamento com as pessoas e conseqüente isolamento social, que Krapp, através do solilóquio, externa suas frustrações. Na Valsa nº 6 há um conflito constante entre a personagem, o meio familiar e a sociedade que vive. Na realidade, o que observamos é uma fragmentação de múltiplos conflitos. Tem pavor da loucura e medo do pecado (sente desgosto porque perdeu a missa), embora peque no seu relacionamento. Com dupla personalidade, tem medo de ver-se mulher e apresenta sintomas de autodestruição. Exterioriza essa conflitiva, dentro da solidão da morte através do solilóquio das personagens envolvidas no conflito. Dona Margarida utiliza-se de uma linguagem absurda, mas coerente com o absurdo da situação mostrada, e o solilóquio, aqui, representa a solidão do ditador que não quer e nem saberia dialogar com outra pessoa.
Após a análise dos aspectos pontuados nas peças selecionadas, podemos observar uma constante: um certo negativismo e o solilóquio aparecendo como um sinônimo da solidão. Basicamente, o que nos chama a atenção é a dificuldade da troca. Para existir o conflito sempre temos que ter o protagonista e o antagonista. No caso das peças citadas, os protagonistas não têm antagonistas, a não ser eles mesmos. O conflito existe, mas é interno. Não há troca, só a incapacidade e a impossibilidade de relacionar-se com o mundo que cerca esses personagens negativos.
Com relação as novas idéias que o psicodrama trouxe para a dramaturgia e o teatro, à primeira vista, pareciam ser um ponto de partida no drama, numa espécie de síntese entre o teatro e o manicômio, entre o drama e a psiquiatria. Mas, numa consideração mais profunda, verificamos que não se trata de um novo modo de enfocar o drama que retorna à sua fonte primária. Muito antes do dramaturgo poder escrever sobre um Krapp, um Poprichev, uma Sônia ou uma Dona Margarida, e entreter com eles uma multidão de freqüentadores de teatro, existiram milhares de Krapps, Poprichevs, Sônias e Margaridas de carne e osso. Da própria vida eles chegaram aos livros, e desta o dramaturgo os retirou. Mas o psicodramaturgo encontra-os antes deles passarem aos livros e defrontam-se no aqui e agora, no palco do psicodrama.
Referências Bibliográficas:
ATHAYDE, Roberto. Apareceu a Margarida. Brasília: Ed.Brasília, 1973
BARROS DE, Alcides João. O monólogo teatral (tese de doutorado). São Paulo: USP, 1985
BECKETT, Samuel. La dernière bande. Paris: Les Editions de Minuit, 1959
BENTLEY, Eric. A experiência viva do teatro. Rio de Janeiro: Zahar, 1967
DARS, Emile e BEAUJEAN, J. C. De L ‘Art Dramatique à l’Expression Scénique. Paris: Editions Denoel, 1974
DORT, Bernard. O teatro e sua realidade. São Paulo: Perspectiva,1977
ESSLIN, Martin. Uma anatomia do drama. Rio de Janeiro: Zahar, 1978
______. O teatro do absurdo. Rio de Janeiro: Zahar, 1968
EVREINOFF, Nicolas. Le théatre dans la vie. Paris: Librairie Stock, 1930
FANCHETTE, Jean. Psychodrame et théatre moderne. Paris: Buchet/ Chastel, 1971
FONSECA FILHO, José de Souza. Psicodrama da loucura. São Paulo: Ágora, 1980
GOGOL, Nicolas. Oeuvres Complètes. Paris: Édition Desnoel, 1966
HUMPHREY, Robert. O fluxo da consciência. Mc Graw- Hill, 1976
PRADO, Décio de Almeida. Exercício findo. São Paulo: Perspectiva, 1987
RODRIGUES, Nelson. Teatro completo (vol.1) – Peças Psicológicas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.
SCHUTZENBERGER, Anne-Ancelin. O teatro da vida – Psicodrama.São Paulo: Livraria Duas cidades, 1970.
TOUCHARD, Pierre-Aimé. O teatro e a angustia dos homens. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1970.
[1] Optamos pelo nome do personagem de O Diário de um louco, Poprichev, baseado na versão francesa que, segundo alguns autores, é a que mais se aproxima da original em russo. Encontramos com o nome de Propritchitch no livro Exercício Findo, de Décio de Almeida Prado.